A fama destes vinhos permitiu que fizessem parte dos mantimentos de muitas naus que viajaram para a Índia, no tempo dos descobrimentos.
Foi o vinho que Cabral serviu aos índios quando descobriu o Brasil!
Recuperado no século XIX pela próspera Casa Soares, que o transformou num vinho sofisticado. Devido à filoxera, praga que devastou as vinhas de toda a Europa, deixou de se produzir. Foi o herdeiro da extinta Casa Soares, José António de Oliveira Soares quem, em 1987, ofereceu o nome do vinho à Fundação Eugénio de Almeida.
Significa pedra manca, ou oscilante, e é uma característica de uma formação granítica de blocos arredondados soltos sobre uma rocha firme (muita gente boa achava que era um defeito na pata do cavalo do rótulo…) -, outro tanto pela tradição, já que seria este o vinho trazido pela nau de Pedro Álvares Cabral. A verdade é que a fama do vinho se deve à soma das curiosidades anteriores aliada a alta qualidade da bebida.
Provenientes das vinhas da Fundação Eugénio de Almeida, as castas utilizadas (alentejanas, consagradas e recomendadas para a Denominação de Origem Controlada Alentejo) nos Pêra-Manca branco e tinto conferem a estes vinhos personalidades bem marcadas e estilos muito próprios.
O Pêra-Manca tinto é sempre elaborado com duas castas, as portuguesas trincadeira e aragonês (lembrando, aragonês é o mesmo que tinta roriz no Douro e tempranillo, na Espanha). As vinhas, localizadas na região do Alentejo, mais precisamente em Évora, têm mais de 25 anos (a idade das vinhas é sempre mencionada pois é um sinal de qualidade; as plantas mais velhas possuem raízes mais profundas que trazem mais nutrientes para as uvas) e só viram mosto para o Pêra-Manca em safras consideradas excepcionais pela Adega Cartuxa. A bebida estagia por 18 meses em barricas de 3.000 litros e mais um ano na garrafa antes de chegar ao mercado.

Pêra Manca 2011

R$2,990.00Preço