Como garrafas de vinho serão rastreadas usando Bitcoin

12/05/2016

Na imagem abaixo, uma postagem no Instagram de uma garrafa do cobiçado vinho francês Domaine Romanée-Conti. Rótulos como este podem chegar a custar em leilões cerca de R$90.000,00 cada unidade!

 

O famoso crítico Robert Parker afirmou que não há pinot noir que chegue perto! Descreveu o Romanée-Conti da seguinte forma: “aromas celestiais e surreais”. Incrível, não acham?

 

O problema é que esta garrafa é falsa!

 

A garota que é especialista em vinhos, diz revoltada em sua postagem: "existem várias falsificações por aí neste momento"...

 

Esse é um problema sério, mas que é facilmente resolvido pela tecnologia Bitcoin. Ela vai revolucionar a verificação da procedência do vinho na era digital. Imagine um mundo em que você mantenha a propriedade de ambos: uma garrafa física de vinho e um registro digital único, que verifica exatamente quem possuía a garrafa de vinho antes de você - sendo publicamente rastreável todo o caminho de volta, até chegar no produtor inicial. Bitcoin criou uma plataforma que permite transferências de ativos digitais através da internet. A indústria do vinho tem a oportunidade de alavancar uma tecnologia emergente para fazer a autenticação digital uma realidade. Ao associar cada ativo físico (uma garrafa de vinho), com um ativo digital (uma fração minúscula de um bitcoin), pode-se criar um histórico permanente de transações de cada garrafa de vinho.

 

Atualmente, cada vinho deve ser avaliado por um perito para sinais de autenticidade, e cada pessoa vendedora de vinho é avaliada por sua influência dentro da indústria de vinho. Inspecionar vinhos é um processo caro e demorado. Basear-se na influência de alguém é uma forma arriscada de verificar o vinho, pois cria um terreno fértil para vigaristas. O que todo mundo quer envolver é uma maneira de verificar a proveniência desde a Vinícola até o proprietário atual rapidamente, de forma independente. Saber a exata procedência do vinho vai mudar dramaticamente os valores de cada garrafa, não apenas por evitar falsificações, mas também porque algumas adegas são mais cuidadosas com seus vinhos de que outras.


O problema com as atuais soluções anti-fraude

 

A guerra contra o vinho falsificado é como uma corrida armamentista. Os recursos utilizados para prevenção de falsificação (chips, hologramas, tintas especiais) são extremamente caros, e cada vez mais, falsificações de boa qualidade são criadas. Uma falsificação bem feita sempre poderá facilmente se misturar às demais, em seu caminho no mercado.

 

 Bitcoin para ajudar

 

Separando a tecnologia da moeda

 

Bitcoin inicialmente ganhou popularidade devido à sua utilização como moeda digital. No entanto, o seu avanço tecnológico é muito maior do que isso. É a primeira solução que permite de forma segura e com rastreabilidade, transferir ativos para outro indivíduo sem envolver uma terceira pessoa de confiança. Isso significa que nenhuma empresa precisará manter um banco de dados de todas as garrafas que já foram produzidos. Todas as transações Bitcoin são registradas em um livro público, descentralizado e impossível de ser corrompido. Se você tem o ativo digital sob sua posse, não será possível para alguém afirmar que têm esse mesmo ativo digital.


A aplicação de bitcoin para a garrafa

 

Neste caso, Bitcoin será apenas um rastreador de ativos digitais. A solução é associar um objeto físico (uma garrafa de vinho), com o ativo digital (uma pequena fração de bitcoin). Sendo assim, quando um comprador recebe uma garrafa de vinho, ele também deve receber a fração de bitcoin correspondente. Tendo em sua posse a garrafa e o registro digital, ele garante que é o verdadeiro proprietário da garrafa, porque possui o único registro digital existente da mesma.

 

O endereço de identificação digital bitcoin pode ser marcado na cortiça, gravado no vidro ou simplesmente impresso no rótulo. Em qualquer caso, a primeira transação simboliza a saída daquele produto da vinícola produtora, para o lojista revendedor, em seguida para o colecionador e finalmente para consumidor. Essa cadeia será alimentada conforme as garrafas passam de mão em mão.

 

Cada vez que a garrafa é vendida ou doada, o antigo dono também vai dar o bitcoin correspondente para o novo proprietário. Idealmente, isso será feito como a etapa final. Deve-se notar aqui que não há maneira de reverter uma operação no sistema Bitcoin, de modo que a transferência do ativo digital realmente deve ser o passo final que sela o negócio. Como o vinho muda de mãos novamente e novamente, o bitcoin é repassado, mantendo um registro histórico público daquele vinho na internet, de uma forma que não pode ser adulterado.

 

 

O que tudo isso significa para a indústria do vinho?

 

O que isto significa para o vinho é uma oportunidade para criar um sistema de rastreamento barato e seguro no mundo digital que irá reduzir drasticamente a fraude e aumentar o valor de garrafas vindas de fontes respeitáveis​​. Bitcoin é um protocolo aberto que qualquer produtor, revendedor de leilões, colecionador ou avaliador poderia usar, mesmo que o resto da indústria ainda não esteja usando. Devido à solução única que bitcoin traz para a internet, tem a promessa de ser uma norma implantada de forma espontânea e voluntária pelo mercado nas próximas décadas.

 

 

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