Os Crus de Beaujolais

02/09/2017

 A pequena Beaujolais, ao sul da Borgonha, abriga 10 denominações de “crus”, que na tradição vinícola francesa (e de alguns vizinhos também), se refere a vinhedos de qualidades singulares, gerando vinhos com certas distinções.

 

 

Particularmente, esta região sofre com preconceitos que ostentam uma opinião pouco racional, de que ali se fazem vinhos “menores”. Não se pode afirmar que haja vinhos inferiores, quando se trata de expressão de um dado terroir! É uma linha tênue de compreensão! Há sim, em toda parte, vinhos bons e medíocres, mas o melhor de uma região, seja qual for, sempre será um bom vinho. Se ele agrada o paladar de todos é outra questão!

 

 

São eles:

 

Brouilly

Côte-de-brouilly

Chénas

Saint-amour

Régnié

Chiroubles

Juliénas

Fleurie

Morgon

Moulin-à-vent

 

 

 

 

Nem pense em compará-los aos Beaujolais mais simples e muito menos com os Noveaux! Alguns possuem capacidade de envelhecer na garrafa por 6-10 anos e são vinificados de forma bem diferente dos demais.

 

Possuem bela cor púrpura na juventude, exalando notas de frutas vermelhas (lembrando “Kirsch”), violetas, às vezes almiscarados, amadeirados e até minerais!

 

O Cru, grande destaque da região, e o que interessa aos bons apreciadores de vinhos, vem de pequenas sub-regiões, onde o solo granítico impera e os terrenos são mais inclinados, podendo chegar até 1.000m acima do nível do mar. São 10 comunas consideradas excepcionais e classificadas como “Cru Beaujolais”: Saint-Amour, Juliénnas, Chénas, Moulin-à-Vent, Fleurie, Chiroubles, Morgon, Brouilly, Côte de Brouilly e Régnié.

 

 

 A melhor delas, sem sombra de dúvidas, é Moulin-à-Vent. Seus vinhos não são nem de perto leves e simples, como os Beaujolais básicos (incluindo o famoso “Beaujolais Nouveau”). Ao contrário, são mais concentrados, apresentam mais taninos e mais corpo, com aromas florais e de frutas vermelhas, ganhando aromas mais especiados e terrosos, ao longo do envelhecimento. E assemelhando-se bastante aos Pinot Noir da Borgonha.

 

Quase tão bons quanto são os vinhos de Morgon e Brouilly, que juntamente com o Moulin, chegam a envelhecer até 10 anos.

 

O Saint-Amour é mais frutado e mineral, podendo ser bastante sedutor. Os de Juliénnas são mais rústicos, mas ao mesmo tempo, apresentam mais corpo. Fleurie apresenta vinhos mais femininos, mas que podem mostrar grande complexidade.

 

 

Voltando à questão da especificidade, se o rótulo mostrar além do nome de um dos “crus”, o nome de um setor particular, como Moulin-à-Vent “La Roche”, por exemplo, quer dizer que o vinho é, geralmente, mais caro, por vir de um pedaço de terra ainda mais restrito. E dificilmente você irá encontrar o nome “Cru Beaujolais” em um rótulo, visto que os produtores aqui querem se afastar o máximo possível da má-fama dos vinhos simples da região.

 

Em termos de harmonização, os Cru Beaujolais combinam muito bem com vitelo, guisados, aves e cordeiro. Mas podem, assim como o Pinot Noir, acompanhar alguns peixes, como um salmão grelhado, um magret de pato com molho de frutas vermelhas e até um bom e suculento hambúrguer.

 

Alguns dos melhores produtores: Château des Jacques, Domaine du Vissoux, Georges Descombes, Alain Coudert, Marcel Lapierre, dentre vários outros. Os nomes clássicos da Borgonha, como Domaine Faiveley, Louis Jadot, Joseph Drouhin também estão presentes em Beaujolais, assim como o merchant mais conhecido da região, Georges Duboef.

 

Um Cru Beaujolais, no Brasil, varia em torno de R$ 100 a R$ 300. Não é barato, mas vale a pena apostar numa boa garrafa e provar dessa delícia.

 

Fonte:

http://enogourmet.ne10.uol.com.br/posts/conheca-os-cru-beaujolais

http://blogdojeriel.com.br/2012/02/os-cru-de-beaujolais-vinhos-universais/

https://siptripper.com/tag/brouilly/

http://www.redwineplease.com/dinner-and-beaujolais-with-the-wines-of-georges-duboeuf/

 

 

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www.adegasuica.com

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